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Dados foram divulgados pelo Ministério da Fazenda na última Quinta-Feira (29).
A Dívida Pública Federal (DPF) encerrou 2025 em R$ 8.635 trilhões, permanecendo dentro do intervalo previsto pelo Plano Anual de Financiamento (PAF), que estimava um estoque entre R$ 8,5 trilhões e R$ 8,8 trilhões, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional. O resultado reforça o cumprimento das metas estabelecidas para o período e a previsibilidade da gestão da dívida.
O Plano Anual de Financiamento (PAF) é o documento publicado anualmente pelo Tesouro Nacional que estabelece as diretrizes, metas e limites para a gestão da Dívida Pública Federal ao longo do ano.
Em relação a novembro de 2025, o estoque da dívida registrou alta nominal de 1,82%, enquanto na comparação com o fim de 2024 o avanço foi de aproximadamente 18%, quando a DPF somava R$ 7.316 trilhões. O crescimento refletiu principalmente a emissão líquida de títulos públicos e a incorporação de juros no período.
A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi), principal componente da DPF, atingiu R$ 8.309 trilhões ao final de 2025, mantendo-se como o eixo central da estratégia de financiamento do governo. De acordo com o Tesouro, a composição da dívida permaneceu equilibrada entre títulos prefixados, indexados à inflação, à taxa Selic e ao câmbio, o que contribuiu para a estabilidade dos indicadores.
Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, o desempenho ficou dentro do esperado graças à boa demanda do mercado por títulos públicos e à gestão ativa dos vencimentos e indexadores alinhadas com os parâmetros definidos no planejamento anual.
“Foi um ano em que o nosso grande desafio era manter ou reduzir pouco a composição de prefixados e não deixar que taxa flutuante aumentasse demais. Essa foi a grande conquista que tivemos”, afirmou o secretário.
Para 2026, o Tesouro projeta nova expansão do estoque da dívida, com o PAF estimando um intervalo entre R$ 9.7 trilhões e R$ 10.3 trilhões. O cenário macroeconômico incorpora expectativas de juros ainda elevados por parte do Banco Central, necessidade de rolagem significativa da dívida e um ambiente fiscal que seguirá sob escrutínio do mercado, especialmente em ano eleitoral. Analistas avaliam que a condução da política fiscal, combinada ao desempenho da atividade econômica e à trajetória da inflação, será determinante para a percepção de risco do país, influenciando custos de financiamento, curva de juros e fluxo de capitais ao longo do próximo ano.